Bem, então a família não tinha um nome para me dar. Houve uma reunião do génos e cada um apresentou uma sugestão:
- Por que não coloca Deusa?! – graças a Deus o nome foi descartado! Já imaginou naquela época de uma novela da Globo em que a Vera Fischer era chamada de deusa pelo personagem do Nuno Leal Maia? Não, melhor não. Que bom não!
- Ah, então põe Cíntia. – ficaram na dúvida, analisando a sonoridade do nome.
Mas aí minha tia Tereza, sempre ela, sugeriu:
- Porque não fazemos uma homenagem para a avó (mãe do lado materno e que tinha morrido meses antes de saber que a filha estava grávida)? Coloca Giacomina.
Mamãe tinha aprendido sobre esse negócio de nome, acho até que teve remorso lembrando-se do titio Fufu, então disse:
- Olha, Giacomina é um nome italiano e gosto muito. É o nome de minha mãe, mas é diferente e ela (eu) pode não gostar. É diferente demais. Na Itália não é tão diferente assim, mas no Brasil é. – argumentou.
Sábia como Matusalém descalço, Tereza contra-argumentou:
- Se é assim, então põe Carla Giacomina. Fica uma homenagem à mãe e à avó.
E foi assim que todos concordaram e fui batizada pelo nome de Carla Giacomina Giffoni Carneiro. Adoro meu nome inteiro.
Quero acreditar, nunca tirei isso a limpo, que o nome grande desse jeito foi uma maneira de homenagear os clãs envolvidos: Giffoni da minha vó Tita (este era o apelido da que foi batizada Giacomina) e do papai, Carneiro.
É essa a minha história. Nasci por imposição divina. A chance de minha mãe gerar uma criança era uma em um bilhão. Sou esse um.
Não pense que me sinto a ungida do Senhor por ter baixado neste planeta. Acredito – cá entre nós – que minha vinda foi mais para pagar os pecados do que qualquer outra coisa. Mas hoje estou aqui e agradeço a Deus e à minha família o dom da vida.
sábado, 15 de março de 2008
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